Título: Cujo
Título Original: Cujo
Autor: Stephen King
Ano: 2016
Páginas: 376
Editora: Suma de Letras
Sinopse: Frank Dodd está morto e a cidade de Castle Rock pode ficar em paz novamente. O serial-killer que aterrorizou o local por anos agora é apenas uma lenda urbana, usada para assustar criancinhas. Exceto para Tad Trenton, para quem Dodd é tudo, menos uma lenda. O espírito do assassino o observa da porta entreaberta do closet, todas as noites. Você pode me sentir mais perto… cada vez mais perto. Nos limites da cidade, Cujo – um são Bernardo de noventa quilos, que pertence à família Camber – se distrai perseguindo um coelho para dentro de um buraco, onde é mordido por um morcego raivoso. A transformação de Cujo, como ele incorpora o pior pesado de Tad Trenton e de sua mãe e como destrói a vida de todos a sua volta é o que faz deste um dos livros mais assustadores e emocionantes de Stephen King.

*Exemplar cedido pela editora

Com Cujo, chego a conclusão de que Stephen King também erra e decepciona.


Sim, eu achava que o autor não errava. Havia o colocado num pedestal e chegava a dizer para algumas pessoas que ele era o melhor autor do mundo e que provavelmente tudo que ele já escrevera era maravilhoso. Mas aí li Cujo e percebi que a frase que costumamos ouvir com frequência ("Ninguém é perfeito") é a mais pura verdade.

O livro publicado originalmente em 1981 que tem como principal premissa um cachorro da raça São Bernardo atacando habitantes de uma pequena cidade é bastante enfadonho e arrastado. E não é difícil descobrir os motivos que levam Cujo a ser tão entendiante. O principal deles está estampado logo no início: o livro não tem capítulos. A história começa com uma página contendo um "Era uma vez," e pronto. Não há mais nenhum capítulo. Aqui e acolá há uns espaçamentos e asteriscos dividindo as trocas de cenas, mas nada parecido com o final de um capítulo para outro.

"O mundo estava cheio de monstros e todos eles conseguiam morder os inocentes e os descuidados" - página 326

Esse foi o principal fator que fez com que eu demorasse tanto para engatar e concluir a leitura. Além disso, há uma série de subtramas bem desnecessárias que em quase nada contribuem com o desenvolver da história. Muito do espaço dedicado para as tramas dos Cambers, até mesmo as dos Trentons e principalmente a do Steve Kemp poderia ser facilmente tirado da obra e não iria fazer falta alguma para o leitor. O tempo todo tive a impressão de que King estava enchendo linguiça e adiando de forma interminável o clímax da obra e tal adiamento me incomodou ao ponto de eu querer largar o livro.

O destaque que é dado desde o início para o serial killer Frank Dodd me pareceu desnecessário. Sua ligação com Tad não é explicada e nem ficou claro para o leitor se o "monstro" do closet do garoto é de fato o espírito de Dodd.

"As duas descobriram que não havia problemas em abrir os closets... contanto que não resolvessem remexer no que estava no fundo, porque o passado podia estar à espreita, pronto para morder." - página 327

Acho que deu para perceber que o livro me incomodou em vários pontos, né? Mas, acreditem se quiser, eu acabei gostando de algumas coisas. A escrita de Stephen King continua me agradando, as cenas de tensão onde Cujo está prestes a (literalmente) devorar um personagem são agoniantes, chocantes e fazem com que a gente esqueça dos pontos negativos do livro e tem a edição de luxo da Suma de Letras que é simplesmente divina. Além da capa dura e um trabalho gráfico muito lindo, há uma entrevista bem interessante com o Stephen no final do livro.

Com alguns pontos negativos e poucos positivos, Cujo é uma leitura "ok". Não é um livro ruim, mas também não chega a ser ótimo.


Nota:



Um rápido resumo (retirado do Wikipédia) sobre a banda:

TWICE (em coreano: 트와이스) é um grupo sul-coreano formado pela JYP Entertainment em 2015. O grupo é composto por nove integrantes: Nayeon, Jeongyeon, Momo, Sana, Jihyo, Mina, Dahyun, Chaeyoung e Tzuyu.

Solta o som aí:










E aí, curtiram? ☺

 
Título: A Rainha de Tearling
Título Original: The Queen of the Tearling
Autora: Erika Johansen
Ano: 2017
Páginas: 352
Editora: Suma de Letras
Sinopse: Quando a rainha Elyssa morre, a princesa Kelsea é levada para um esconderijo, onde é criada em uma cabana isolada, longe das confusões políticas e da história infeliz de Tearling, o reino que está destinada a governar. Dezenove anos depois, os membros remanescentes da Guarda da Rainha aparecem para levar a princesa de volta ao trono - mas o que Kelsea descobre ao chegar é que a fortaleza real está cercada de inimigos e nobres corruptos que adorariam vê-la morta. Mesmo sendo a rainha de direito e estando de posse da safira Tear - uma joia de imenso poder -, Kelsea nunca se sentiu mais insegura e despreparada para governar. Em seu desespero para conseguir justiça para um povo oprimido há décadas, ela desperta a fúria da Rainha Vermelha, uma poderosa feiticeira que comanda o reino vizinho, Mortmesne. Mas Kelsea é determinada e se torna cada dia mais experiente em navegar as políticas perigosas da corte. Sua jornada para salvar o reino e se tornar a rainha que deseja ser está apenas começando. Muitos mistérios, intrigas e batalhas virão antes que seu governo se torne uma lenda... ou uma tragédia.

*Exemplar cedido pela editora


Eu sei, eu sei, deveria estar publicando a resenha de Espada de Vidro (A Rainha Vermelha pt. 2), mas não resisti quando vi a capa e li a sinopse de “A Rainha de Tearling”, da autora Erika Johansen. ❤



Sendo o primeiro livro de uma trilogia, A Rainha de Tearling foi publicado aqui no Brasil pela editora Suma de Letras e é uma distopia que definitivamente não decepciona os fãs do gênero. Além do gênero já citado, o livro também é uma fantasia e tem até uma pitadinha de romance, fazendo com que o leitor fique muito preso a obra. 

Como a sinopse já nos diz, a personagem principal do livro, Kelsea Raleigh, foi criada ‘escondida’ de tudo e todos, – tendo como companhia apenas seus pais adotivos, as florestas e os livros – desde que sua mãe, a rainha Elyssa, veio a óbito; porém, ao fazer o seu 19º aniversário, a até então princesa precisa ser levada de volta ao castelo para assumir o trono que é seu por direito. Mas apesar disso, Kelsea se sentiu extremamente despreparada e insegura para apropriar-se do cargo.


“Apenas fazemos o melhor que podemos quando o fato já está consumado. ”

Até a rainha chegar à fortaleza e assumir o trono, ela passa por diversas dificuldades, o que acaba ocasionando a morte de alguns personagens que não queriam ver a feroz moça no comando. Quando ela finalmente o faz, confirma o que suspeitava: ser a rainha do local não será uma tarefa nada fácil, mesmo ela possuindo a safira tear: uma joia de imenso poder.  Mas como já está lá, nossa rainha forte, corajosa e independente irá perceber que desistir de tudo só irá ocasionar em mais guerras, então, ela decide de fato que vai comandar seu reino e defende-lo de todos que querem seu mal.


Confesso que não li muitas distopias até hoje, mas de longe eu percebo que a protagonista de A Rainha de Tearling tem algo que não é muito comum em outras obras do gênero: ela é gordinha, não tem uma boa visão, é morena, ama os livros, e é claro que tudo isso conta como ponto superpositivo para a obra! Palmas para Johansen! 👏👏👏

Desde 2013 foi confirmado que o livro teria uma adaptação para o cinema, sendo a rainha Kelsea interpretada pela queridíssima Emma Watson, porém até agora não temos nenhuma data certa para lançamento do longa, nem mesmo um trailerzinho. :/ o que nos resta é esperar, né?

A edição da Suma de Letras está impecável! Apesar de eu apreciar muitíssimo a capa original do livro, a capa brasileira é perfeita ❤. Lá nos Estados Unidos, toda a trilogia já foi publicada, então talvez não tenhamos que esperar tanto para que os outros livros sejam lançados aqui no Brasil também.

Enfim, o livro para mim foi uma das melhores leituras do ano até agora (eu sei que ainda estamos no mês 04, mas acredito que o livro continuará no top 10 até o final do ano, gostei demais) e acredito que os fãs de distopia irão gostar muito também, apesar de que não li tantas resenhas ‘positivas’ acerca da obra.


Nota: